Sejam bem vindos! Meu nome é Renato e serei seu anfitrião naqueles momentos onde bate uma saudade de uma análise de uma grande(ou péssima) obra cinematográfica. Espero que vocês gostem de meus textos, que faço de maneira totalmente autoral e pessoal. Divirtam-se!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel

Uma infinidade de personagens, nomes, lugares, criaturas, raças, reis, reinos, florestas, batalhas monstruosas. E a pior parte, uma grande base de fãs ao redor do mundo, que já entrariam na sala de cinema com dos livros e uma lanterna debaixo do braço, para anotar e apontar todos os erros e incongruências cometidas. Não existe tarefa mais difícil do que a enfrentada por Peter Jackson, quando o mesmo assumiu a direção da adaptação de um dos maiores e mais amados clássicos da literatura fantástica de todos os tempos. "O Senhor dos Anéis" foi, por muito tempo, considerado uma das obras literárias impossíveis de serem adaptadas para qualquer outra mídia. Prova disso foi uma série animada dos anos 80/90, que, na minha opinião, é um verdadeiro desastre. Atômico. Então a pressão acumulada por todos esses fatores criaram uma dúvida: Será que um diretor, recém-saído de uma série de (bons)filmes trash, pode aguentar esse monstro de expectativa e fazer um filme bom, à altura das maravilhosas obras de J.R.R. Tolkien?

E, para alívio geral da nação, a resposta foi um delicioso e sonoro: "SIM"! Peter Jackson não só conseguiu transportar os livros de uma maneira brilhante às telas como também criou clássicos icônicos do cinema moderno, sem comentar o último capítulo da cine-série, O Retorno do Rei, que conquistou nada menos que 11 Oscar®, rivalizando com Titanic, de James Cameron, como o maior ganhador de todas as premiações. Por onde começar a análise? Pelos erros, talvez. Mas, infelizmente, os únicos erros que consigo enxergar são de origem pessoal. Entendam, as únicas críticas construtivas que tenho sobre a primeira parte da trilogia é de escolhas duvidosas(ao ver dos fãs), como transformar Gimli, o Anão num alívio cômico desnecessário, ou transformar Legolas, o Elfo(que é, de fato, um guerreiro muito habilidoso) num verdadeiro Super-Homem. Mas tirando isso, que são puramente críticas pessoais minhas, ou de até outros fãs, não consigo encontrar nenhum defeito! Até as mudanças da história do livro, mesmo as mais bruscas, foram extremamente bem vidas(porque, pelo amor de Deus, quem aguenta Tom Bombadil?)! Chego ao limite de dizer que, na minha opinião, O Senhor dos Anéis funciona melhor no cinema do que nos livros! Já dá pra ver como será o resto do texto, né?

O poder do roteiro da direção são inéditos, pois mudaram muitas coisas na história original, mas que ao mesmo tempo agradou à crítica, ao público e aos fãs! Mas nenhum roteiro que se passa num mundo de fantasia funcionaria sem essas duas coisas essenciais: um elenco completo e efeitos especiais/direção de arte/maquiagem nunca antes vistos. Todos os personages estão assustadoramentes personificados pelos ótimos atores e atrizes do elenco. Nos livros, os personagens não são muito desenvolvidos. Pra falar a verdade, são porcamente desenvolvidos, porque era mais importante para Tolkien, a descrição dos cenários, criaturas, etc... No filme, tanto o roteiro quanto as atuações dão vida às personagens, deixando a esperiência muito mais agradável, doque apenas um desfile de personagens sem sal dizendo falas poéticas e efeitos especiais ótimos. E falando dos efeitos, ainda hoje não há como descrever a sensação de acreditar num Troll das Cavernas atacando os mocinhos dentro da tumba do anão Balin, ou o Balrog perseguindo os mesmo nas escadarias de Khazad-Dûm. Você simplesmente acredita naquilo tudo, você acredita nos cenários, nos monstros, nas criaturas, em tudo! Isso nunca aconteceu antes, e talvez só aconteceu uma vez depois, em Avatar.

Você acredita na Terra-Média, nos personagens, magias, reinos, monstros... E o melhor, você acredita que alguém conseguiu adaptar O Senhor dos Anéis para o cinema.


Nota: 10




Direção: Peter Jackson

Roteiro: Fran Walsh, Peter Jackson, Philippa Boyens

Elenco: Viggo Mortensen, Sir. Ian McKellen, Hugo Weaving, Orlando Bloom, John Rys-Davies, Elijah Wood, Sean Astin

Ano: 2001 - 178 min. - EUA - Épico/Fantasia/Aventura

Vencedor dos Oscar® de Melhor Maquiagem, Melhor Fotografia, Melhores Efeitos Especiais & Melhor Trilha Sonora

5 comentários:

Luciano Carneiro disse...

Nunca li os livros, e só conferi os filmes pela primeira vez no começo do ano, sem muito entusiasmo. Épicos nunca foram meu gênero favorito, principalmente esses de terras médias, com elfos e espadas mágicas. Não faz minha praia. Mas gostei do primeiro filme. Me animei a ver o segundo, que detestei com todas as minhas forças. O troço parecia que não acabava... Mesmo assim, vi o último, que é, sem dúvida, o melhor. Achei fascinante a coragem do Peter Jackson ao incluir um subtexto gay entre os protagonistas. Tem isso no livro?

Renato Tavares Mayr disse...

Olha... O Subtexto gay existiria, na verdade, na visão de cada um, ou de alguns, pois tanto no livro quanto no filme existe esse sentimento de amizade tamanho entre os dois. Poxa, eles foram pro fundo do poço e voltaram, a amizade é uma coisa fortíssima e nesses momentos explode, mas nunca achei que chega à homossexualidade, sabe...

Mas no livro, Sam é o jardineiro de Frodo, e só chama o segundo de "Sr. Frodo", uma clara relação entre mestre e escudeiro, tal qual Sancho Pança e Quixote.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Muito bom o seu blog. Parabéns.
Já sou seguidor.

www.ofalcaomaltes.blogspot.com

disse...

Olá!Adorei seu blog! Também tenho um blog sobre cinema: http://criticaretro.blogspot.com/ Passe por lá!
Abraços,
Lê^_^

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Olá, Renato, apareça.
Cumprimentos cinéfilos!

O Falcão Maltês