Sejam bem vindos! Meu nome é Renato e serei seu anfitrião naqueles momentos onde bate uma saudade de uma análise de uma grande(ou péssima) obra cinematográfica. Espero que vocês gostem de meus textos, que faço de maneira totalmente autoral e pessoal. Divirtam-se!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel

Uma infinidade de personagens, nomes, lugares, criaturas, raças, reis, reinos, florestas, batalhas monstruosas. E a pior parte, uma grande base de fãs ao redor do mundo, que já entrariam na sala de cinema com dos livros e uma lanterna debaixo do braço, para anotar e apontar todos os erros e incongruências cometidas. Não existe tarefa mais difícil do que a enfrentada por Peter Jackson, quando o mesmo assumiu a direção da adaptação de um dos maiores e mais amados clássicos da literatura fantástica de todos os tempos. "O Senhor dos Anéis" foi, por muito tempo, considerado uma das obras literárias impossíveis de serem adaptadas para qualquer outra mídia. Prova disso foi uma série animada dos anos 80/90, que, na minha opinião, é um verdadeiro desastre. Atômico. Então a pressão acumulada por todos esses fatores criaram uma dúvida: Será que um diretor, recém-saído de uma série de (bons)filmes trash, pode aguentar esse monstro de expectativa e fazer um filme bom, à altura das maravilhosas obras de J.R.R. Tolkien?

E, para alívio geral da nação, a resposta foi um delicioso e sonoro: "SIM"! Peter Jackson não só conseguiu transportar os livros de uma maneira brilhante às telas como também criou clássicos icônicos do cinema moderno, sem comentar o último capítulo da cine-série, O Retorno do Rei, que conquistou nada menos que 11 Oscar®, rivalizando com Titanic, de James Cameron, como o maior ganhador de todas as premiações. Por onde começar a análise? Pelos erros, talvez. Mas, infelizmente, os únicos erros que consigo enxergar são de origem pessoal. Entendam, as únicas críticas construtivas que tenho sobre a primeira parte da trilogia é de escolhas duvidosas(ao ver dos fãs), como transformar Gimli, o Anão num alívio cômico desnecessário, ou transformar Legolas, o Elfo(que é, de fato, um guerreiro muito habilidoso) num verdadeiro Super-Homem. Mas tirando isso, que são puramente críticas pessoais minhas, ou de até outros fãs, não consigo encontrar nenhum defeito! Até as mudanças da história do livro, mesmo as mais bruscas, foram extremamente bem vidas(porque, pelo amor de Deus, quem aguenta Tom Bombadil?)! Chego ao limite de dizer que, na minha opinião, O Senhor dos Anéis funciona melhor no cinema do que nos livros! Já dá pra ver como será o resto do texto, né?

O poder do roteiro da direção são inéditos, pois mudaram muitas coisas na história original, mas que ao mesmo tempo agradou à crítica, ao público e aos fãs! Mas nenhum roteiro que se passa num mundo de fantasia funcionaria sem essas duas coisas essenciais: um elenco completo e efeitos especiais/direção de arte/maquiagem nunca antes vistos. Todos os personages estão assustadoramentes personificados pelos ótimos atores e atrizes do elenco. Nos livros, os personagens não são muito desenvolvidos. Pra falar a verdade, são porcamente desenvolvidos, porque era mais importante para Tolkien, a descrição dos cenários, criaturas, etc... No filme, tanto o roteiro quanto as atuações dão vida às personagens, deixando a esperiência muito mais agradável, doque apenas um desfile de personagens sem sal dizendo falas poéticas e efeitos especiais ótimos. E falando dos efeitos, ainda hoje não há como descrever a sensação de acreditar num Troll das Cavernas atacando os mocinhos dentro da tumba do anão Balin, ou o Balrog perseguindo os mesmo nas escadarias de Khazad-Dûm. Você simplesmente acredita naquilo tudo, você acredita nos cenários, nos monstros, nas criaturas, em tudo! Isso nunca aconteceu antes, e talvez só aconteceu uma vez depois, em Avatar.

Você acredita na Terra-Média, nos personagens, magias, reinos, monstros... E o melhor, você acredita que alguém conseguiu adaptar O Senhor dos Anéis para o cinema.


Nota: 10




Direção: Peter Jackson

Roteiro: Fran Walsh, Peter Jackson, Philippa Boyens

Elenco: Viggo Mortensen, Sir. Ian McKellen, Hugo Weaving, Orlando Bloom, John Rys-Davies, Elijah Wood, Sean Astin

Ano: 2001 - 178 min. - EUA - Épico/Fantasia/Aventura

Vencedor dos Oscar® de Melhor Maquiagem, Melhor Fotografia, Melhores Efeitos Especiais & Melhor Trilha Sonora

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Guerra dos Mundos(2005)

(Cuidado! Para os que ainda não assistiram o filme, este texto contém dados importantíssimos do mesmo, como o final e descrições importantes da trama!)

Vamos direto ao ponto, pois o filme foi lançado a relativamente pouco tempo, e ainda está fresco na mente das pessoas: Guerra dos Mundos de Steven Spielberg não é ruim, de jeito maneira! É um bom filme catástrofe, com ótimas cenas de ação, que cumpre o que promete, e para os que gostam de prestar atenção na trama, é uma surpresa agradável, pois no fundo não é apenas um filme sobre uma invasão alienígena: é sobre como pessoas lidam com situações extremas. Ainda com o medo dos ataques de 11/9, evidente durante todo filme(Rachel - Dakota Fanning - pergunta ao pai se os ataques estão sendo causados por terroristas, as roupas dos humanos incinerados caindo dos céus), o filme explora as ações e as escolhas dos protagonistas, nos botando dentro do filme de uma maneira extremamente tensa. Você deixaria seu filho entrar numa zona de batalha para salvar sua filha, prestes a ser sequestrada? Você assassinaria um companheiro de esconderijo beirando à loucura, que está ameaçando sua sobrevivência e a de sua filha querida? Entre muitas outras perguntas cruéis que são atiradas ao público, propondo uma interação maior e melhor.

A direção de Spielberg é incrivelmente tensa e segura. O ritmo do filme nunca para, nunca cansa, e somos bombardeados constantemente por cenas de ação, suspense, mas continuamos acompanhando o desenvolvimento dos personagens. Enfim, o que Spielberg sabe fazer de melhor ele faz aqui, e, sem meu favoritismo que beira ao fanatismo pelo diretor(meu favorito), posso dizer que os primeiros 90 minutos de Guerra dos Mundos são um dos melhores de toda a sua carreira. O problema é que, a partir daí, o filme toma algumas ações duvidosas, como transformar Tom Cruise(o protagonista) numa verdadeira máquina exterminadora de alienígenas, e o final, que por mais bacana e poético que seja, ao homenagear a obra de H.G. Wells em que o filme se baseia, continua soando estranho. Os tempos eram outros, na época quando o livro foi lançado(1898), e invasão alienígena, hoje um assunto praticamente rotineiro em Hollywood, era uma novidade tremenda, e ainda era aceitável que uma gripe aniquilaria os ETs, mas mesmo gostando do final/homenagem, continua duvidoso, seres inteligentíssimos que nos vigiavam e estudavam, mas não previram todo o poder letal dos vírus no nosso planeta, que não combina com o tom ultra realista do filme. E sem falar no final feliz, onde todos se encontram. Para passar uma mensagem otimista à plateia, soa demasiado forçado e tediante... Não que eu queira que todos morressem no final, mas poxa! O filho do personagem de Tom Cruise aparecendo de sopetão me dá raiva.

Com um início e meios praticamente perfeitos, mas com um ato final que quase põe tudo à perder, Spielberg atualiza o conto de H.G. Wells de um saldo positivo, homenageando o livro e o filme de 1953, de George Pall.


Nota: 8,0

Ficha Técnica:


Diretor: Steven Spielberg

Roteiro: David Koepp

Elenco: Tom Cruise, Dakota Fanning, Justin Chatwin, narração de Morgan Freeman

Ano: 2005 - 116 min. - EUA - Ação/Suspense/Catástrofe

Indicado ao Oscar® de Melhores Efeitos Especiais, Melhor Som & Melhor Edição de Som

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Predadores

Desde 1990 que não é lançado um filme realmente 'bom' do Predador nos cinemas. Depois do clássico 'brucutu'(filmes de ação irreais e, de preferência, estrelados por atores ruins e musculosos) de 1987, estrelado por Arnold Schwarzenegger, e da sequência Predador 2 - A Caçada Continua, o pobre alienígena com cara de molusco teve que aturar desastres como Alien Vs Predador I e II. O diretor e produtor Robert Rodriguez enxergou essa faze decadente de um dos monstros mais adorados do cinema e decidiu mudar isso, escrevendo uma idéias para o roteiro de Predadores. O resultado é um belo arroz com feijão do gênero, divertidíssimo para os que gostam e recompensador pelos anos negros vividos pelo personagem nos últimos anos.

O diretor Nimród Antal, do tenso Temos Vagas, assumiu a direção, e o elenco é encabeçado pelo ganhador do Oscar® Adrien Brody, a brasileira Alice Braga, e Topher Grace, o Venom de Homem Aranha 3 e um dos integrantes da série That 70' Show. Realmente, não é um elenco que você associaria com um filme de ação 'brucutu', mas por sorte não faz feio. Brody convence como astro de ação canastrão, Alice faz o papel com eficiência e Topher surpreende. O roteiro, evidentemente, não apresenta um desafio grande para os atores, nem para o público. Diálogos de uma linha, clichês até a alma, tão canastrão que, se fosse outro gênero de filme, seria considerado um desastre. Mas nesse tipo de filme, é justamente o que o grande público espera. Os monstros estão sensacionais, leves mudanças foram feitas, aprimoramentos. A maquiagem é perfeita, os efeitos especiais, bem sutis e enxutos para os dias de hoje. Várias homenagens ao filme de 1987 e ótimas cenas de ação conseguem retomar o respeito que o Predador tinha antes dos filmes de 2004 e 2008.

Em resumo, Predadores tenta ser para o filme de 1987 o que Aliens - O Resgate foi para Alien - O Oitavo Passageiro, mas falha em não inovar como James Cameron fez em seu segundo filme. Porém, ganha pontos por ser um filme digno de uma coleção de fãs do nosso querido alienígena com cara de crustáceo.


Nota: 7,5

Ficha Técnica:


Diretor: Nimród Antal

Roteiro: Jim Thomas, John Thomas, Alex Litvak & Michael Finch

Elenco: Adrien Brody, Alice Braga, Topher Grace, Laurence Fishburne & Danny Trejo

Ano: 2010 - 107 min - EUA - Ação/Terror

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O Poderoso Chefão

O Poderoso Chefão... Inspirado no livro O Chefão, de Mario Puzo, é simplesmente o melhor filme americano já feito e é um dos melhores da história do cinema. Dirigido por Francis Ford Coppola, a Trilogia Corleone é uma das mais conhecidas e adoradas séries de filmes já feitas. Foi um filme que lançou astros como Al Pacino para o estrelato e confirmou o enorme talento de Marlon Brando com um personagem icônico. Lançado originalmente em 1973, com 177 minutos de duração, o primeiro filme da Saga Corleone nos apresentava um mafioso chamado 'Don' Vito Corleone. Ele é o dono da máfia mais importante da cidade de Nova York dos anos 40 e 50. No início do filme, vemos a festa de casamento de sua filha. Lá, podemos ver vários outros mafiosos de todas as outras ''famílias'' dos EUA. Com poucos minutos, vemos todo o poder e influência dos Corleone, além de seus dilemas, suas tramas internas. O filme todo é assim: Consiste em um roteiro de desenvolvimento lento e cuidadoso e uma direção seca e adulta. Os dois funcionam perfeitamente juntos, criando um filme revolucionário e lendário.

As atuações são nada menos que espetaculares. Al Pacino como Michael Corleone é um dos personagens mais reais que já passaram pelas telonas e telinhas. Vemos em cada olhar dele o peso do fardo que é carregar a cruz chamada "Negócios da Família", com a qual ele deve lidar. O desespero, o descontentamento numa situação onde, para uns(sonhadores e inexperientes) seria nada menos que ótima(riqueza e poder), mas que para Michael é extremamente assustadora. Don Corleone de Marlon Brando é um personagem inesquecível, numa interpretação magistral que exibe toda uma história de vida, traumas. Todo o elenco está ótimo, sem dúvida, mas os grandes destaques são esses dois, sem dúvida. Mas de nada adiantaria as melhores atuações se o roteiro fosse pífio, o que não é o caso. De minuto em minuto, desfilam pela tela cenas que entraram para a história do cinema, como o assassinato de de um capanga por estrangulamento, a cena do tiroteio na barraca de frutas, onde o diretor desvia nossa atenção da violência com laranjas rolando no asfalto, e a cena de um pé no pára-brisa do carro durante um estrangulamento. Coisas simples para dar mais textura as cenas mais violentas.

E a violência, tão recorrente nos filmes sobre mafiosos, aqui é sempre exaltada, para chocar a audiência. O grande trunfo do filme é mostrar os aspectos negativos de se levar uma vida violenta. Com uma trama madura, direção experiente e atuações monstruosas, este é um clássico eterno do cinema mundial, que merece ser visto e revisto.


Nota: 10

Ficha Técnica:



Direção: Francis Ford Coppola

Roteiro: Mario Puzo, baseado no livro de Mario Puzo

Elenco: Al Pacino, Marlon Brando, James Caan & John Cazalle

Ano: 1973 - 177 min. - EUA - Drama

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Batman - O Cavaleiro das Trevas

Com a ingrata missão de limpar a sujeira deixada por Joel Schumacher com seus Batman Eternamente e Batman & Robin, esse último sendo nomeado, com razão, o pior filme de todos os tempos numa enquete no site da Empire, Christopher Nolan fez um verdadeiro milagre com seu Batman Begins, um filme denso, dramático, sombrio, que resgatou a imagem do Batman pré-seriado dos anos 60(um verdadeiro carnaval). O diretor disse em entrevistas, que só aceitaria fazer um filme do personagem com um roteiro que faria ele e o público acreditar que esse playboy traumatizado, que se fantasia à noite e caça bandidos, pudesse existir no nosso mundo.

Depois do sucesso, um anúncio: uma continuação foi aprovada, e saía em 2008. Uma espera interminável acabou quando Batman - O Cavaleiro das Trevas estreou nos cinemas, enlouquecendo as platéias ao redor do mundo e acumulando mais de 1 bilhão de dólares em bilheteria só nos cinemas. Mas o filme vale mesmo todo o sucesso? Sim. Porque "The Dark Knight" é tão bom, que se torna verdadeiramente difícil escrever sobre o mesmo. O roteiro é tão complexo, os personagens são tão bem trabalhados, a direção é tão segura e firme, que, no final, só sobram elogios diversos. O roteiro escrito pelo diretor e por David Goyer(Série Blade e Batman Begins) é nada menos que genial, os diálogos afiados e densos, as construções de todos os personagens, as várias cenas espetaculares que, por vezes, prendem a atenção pela sua tensão crescente, ou dissecam o emocional dos protagonistas de uma maneira belíssima(as histórias malucas da origem do Coringa, Harvey Dent explodindo de raiva pela comprovação de seu maior medo, vendo que um dos lados de sua moeda estava queimada, Batman não atropelando o Coringa).

As atuações de todo o elenco variam entre ótimas à estrondosa atuação de Heath Ledger como Coringa, um dos melhores e mais densos vilões da história do cinema. Aaron Eckhart interpreta Harvey Dent/Duas Caras otimamente, Gary Oldman num de seus papéis mais fáceis não faz feio, e Christian Bale não cai na maldição dos primeiros 4 atores que viveram o Batman no cinema, e não fica apagado, nem quando Morgan Freeman e Michael Caine estão em cena. A direção firme cria um clima de tensão que perpetua no filme até o final, auxiliada pela trilha sonora magistral de Hans Zimmer. Isso fica comprovado na música tema do Coringa, uma simples e fúnebre sinfonia de apenas 3 notas, que vão aumentando de volume, aumentando, aumentando, até o máximo.

Batman - O Cavaleiro das Trevas não só apaga das nossas memórias os desastres anteriores, como nos apresenta à um clássico moderno, com cenas memoráveis e atuações assustadoras.


Nota: 10

Ficha Técnica:



Diretor: Christopher Nolan

Roteiro: Christopher Nolan, Jonathan Nolan & David Goyer

Elenco:
Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Morgan Freeman, Michael Caine

Ano: 2008 - 152 min. - EUA -
Suspense/Drama/Ação

Vencedor do Oscar® de Melhor Ator Coadjuvante(Heath Ledger - Oscar® Póstumo) e Melhor Edição de Som.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A Todo Volume

O Rock 'n Roll é mais do que um tipo de música popular. É um estilo de vida, adotado por jovens(e agora, as versões mais velhas destes mesmos jovens e seus descendentes) desde a década de 1950, quando um certo Elvis Presley surgiu popularizando, à partir de uma amálgama de ritmos afro-americanos(blues), o gospel, o folk, entre muitos outros, um estilo animado e cativante que agradou aos jovens e enlouqueceu os pais dos mesmos, por suas provocações e rebeldia. Eles nem esperavam o que ia acontecer nos anos 1980. Mas esse rock mais antigo, preliminar, foi evoluindo ao longo dos anos, ganhando trejeitos, marcas, mas também grandes artistas, como os Beatles, Rolling Stones, The Who e Led Zeppelin, as mais famosas e queridas bandas que mudaram para sempre o que era conhecido como "Rock", ou mesmo "música". Depois de anos, ainda existem bandas que conseguem construir um estilo próprio, inovador até, mas ainda bebendo da fonte dos colossos do passado, como o U2, o Nine Inch Nails, White Stripes, etc... Sem falar em todas as varições do Rock, o Hard Rock, o Metal, Heavy Metal, Punk, New Age, Emocore, entre milhões outros.

É daí que surge um documentarista premiado que decide por no mesmo filme, três dos nomes mais conhecidos e amados do Rock e contar suas histórias, trajetórias, captar suas opiniões, emoções, memórias, e fazê-los tocar juntos pela primeira vez, mostrando que, mesmo com todas as suas variações, o verdadeiro "Rock 'n Roll" é universal. Então nasce A Todo Volume, filme do oscarizado Davis Guggenheim, diretor de "Uma Verdade Incoveniente", que reúne The Edge(U2), Jack White(White Stripes) e um dos Monstros Sagrados, Jimmy Page(Yardbirds/Led Zeppelin) para discutirem o que é o rock, suas influencias, seus gostos e, claro, tocar guitarra juntos. Para os fãs(como eu), o filme é um verdadeiro espetáculo, remexendo no passado dos guitarristas e nos entregando depoimentos cheios de emoção e amor à esse pedaço de madeira moldado num formato de uma linda morena, como diria Jimmy Page.
.
A montagem do filme é muito bem conduzida, entrelaçando os depoimentos dos três entre imagens de shows, apresentações em asilos, e até a infância.Para os fãs de rock de verdade, o filme é um acontecimento, com momentos históricos, como quando os três tocam, em perfeita sincronia(parece que nasceram para tocar juntos), "In My Time of Dying", do Led Zeppelin. O filme é basicamente isso, depoimentos, relatos e opiniões de três dos melhores guitarristas de todos os tempos. E o melhor, é que vale a pena assistir!
.
.
Nota: 8,0
.
Ficha Técnica:



Diretor: Davis Guggenheim

Elenco: The Edge, Jack White & Jimmy Page

Ano: 2009 - 97 min. - EUA - Documentário/Musical

domingo, 18 de julho de 2010

Trovão Tropical

Um deles é um ego maníaco ganhador de 5 Oscar® que está disposto a mudar a cor da própria pele por um de seus papéis. Mas na verdade, depois de ser Neil Armstong, um monge gay e um soldado afro-americano na guerra do Vietnam, ele não consegue mais ver quem é o verdadeiro Kirk Lazarus. Outro é um rapper que precisa evidenciar sua masculinidade de tal forma a criar uma música onde o tema seria seu grande amor por vaginas, mas no fundo, sabemos que quem grita ao mundo que gosta mesmo é de xota, é porque tem alguns segredos no armário. Um outro, um ator de comédias escatológicas que é mal visto por protagonizar uma série chamada "Os Peidões", afoga suas mágoas em heroína. Ainda temos outro, um jovem nerd que sonha ser ator para conquistar as mulheres, ou no American Way of Life, deixar de ser um Perdedor(Looser), algo extremamente repulsivo em seu país. E, para o final, temos um ator que já foi muito famoso e querido(e mimado), mas que agora encontra sua franquia de filmes de ação no sexto episódio, com péssimas críticas e sem confiança nenhuma se algum dia, voltará a ser "aquele" astro adorado por todos. E isso está perturbando bastante sua cabeça já confusa.

E é com esse cuidado na construção dos personagens que segue o roteiro de Trovão Tropical, dirigido pelo ator Ben Stiller e roteirizado por Justin Theroux e Etan Cohen, além do próprio Stiller, que valoriza a história desses cinco personagens e toda a sua interação, que vai do extremo ódio e inveja à camaradagem e amor do início até o final da fita. Todos estão super bem interpretados: Kirk Lazarus, o ator premiado e confuso, é Robert Downey Jr., numa interpretação simplesmente hilária que lhe rendeu uma indicação ao Oscar®(esse, na vida real) de Melhor Ator Coadjuvante. Alpa Chino, o rapper com problemas em admitir sua sexualidade é Brandon T. Jackson, engraçadíssimo. Jeff Portnoy, o fracassado viciado em heroína, é o sempre bem vindo Jack Black, que aqui encara um de seus papéis mais divertidos(e um dos personagens mais engraçados do filme). O nerd à procura de uma amada é Jay Baruchel, um novato que vem se destacando na comédia, em filmes como "Ligeiramente Grávidos" e "Fan Boys". E, claro, protagonista da trama, o ator de ação entrando em ostracismo Tugg Speedman é Ben Stiller. Todos trabalharam em perfeita química e sincronia, além de um irreconhecível e simplesmente hilário Tom Cruise como o produtor estressadinho do filme "Trovão Tropical", uma película de guerra no Vietnam que está sofrendo com os atrasos, custos exagerados e a incopetencia do diretor em lidar com tantos astros egoístas e mimados num só set de filmagens.

A história é claramente uma sátira aos filmes de guerra e de ação, que ganha pontos em investir mais no emocional dos personagens e em suas ligações. Mas piadas engraçadíssimas são o delicioso recheio desse bolo delicioso, montado lindamente. Das mais óbvias piadas escrachadas e físicas, até as ácidas e provocativas, o filme está cheio de várias gags que vão deixar você com a mandíbula doendo, de tanto dar risada. E o final, com a invasão do grupo na refinaria de drogas para salvar Speedman, é uma das cenas mais engraçadas que já vi, com suas piadas geniais e adrenalina contagiantes. Um grande filme de comédia e ação.


Nota: 9,0

Ficha Técnica:

Direção: Ben Stiller

Roteiro: Ben Stiller, Justin Theroux e Etan Cohen

Elenco: Ben Stiller, Jack Black, Robert Downey Jr., Brandon T. Jackson, Jay Baruchel, Tom Cruise
Ano: 2009 - 107 min. - EUA - Comédia/Ação
Indicado ao Oscar®2009 de Melhor Ator Coadjuvante(Robert Downey Jr.)

sábado, 17 de julho de 2010

Prenda-me se for Capaz

Um jovem sentado no bar conversando com seu pai, espera um consolo, uma boa ideia, ou simplesmente um ombro para chorar e pedir um conselho que parece já saber qual é. Mas nada como ouvir da boca de seu querido pai que, depois de falsificar quase 4 milhões de dólares em cheques caseiros, se tornar um piloto da Pan Am, um médico formado em Harvard e um advogado formado em Berkley, era hora de parar, viver como uma pessoa normal, constituir família. Mas o que sai da boca de seu velho progenitor é justamente o contrário: "Você não pode parar", diz ele. Claramente vendo o que seu filho se tornara(talvez algo que sonhou, mas nunca alcançou), ele clama para que continue, com a vida de seus sonhos, mentiras e fugas. Mas não era isso o que Frank Abgnale Jr. queria. Na mesma cena, mais cedo, ele explica por quê de transformar sua vida num teatro ambulante: Ele queria o dinheiro, as peles, as jóias, tudo o que foi tirado deles(sua mãe, seu pai e dele mesmo). Mas só depois consegue enxergar que o que foi tirado dele foi, justamente, sua mãe e seu pai. Uma família, para ter um ombro para chorar e pedir um conselho.

É nesse pensamento que é construído o personagem de Leonardo DiCaprio no feel-good movie Prenda-me se for Capaz, de Steven Spielberg. Um complexado jovem de 17 anos que, na separação de seus pais, decide jogar tudo pro alto e foge de casa. Mas, sem dinheiro para pagar suas hospedagens, comida, etc..., decide fraudar alguns cheques de pequenas quantias. Mas, uma coisa vai levando a outra, e quando ele vê o grande potencial de falsificar cheques, ele vai se tornando cada vez mais rico... E cada vez mais procurado pelo agente do FBI Carl Hanratty, interpretado magistralmente por Tom Hanks. O filme aposta num clima bem leve, alegre e cômico para conquistar o público logo de cara. Normalmente, pessoas que fraudam cheques e vivem fugindo da polícia são os vilões das tramas de Hollywood, mas acompanhamos o drama de Frank Jr. e nos simpatizamos por sua busca por uma família, identidade e até emoção/adrenalina de estar sendo caçado. Mas, ao mesmo tempo em que torcemos para Frank acabar bem, não deixamos de torcer por Carl em sua caçada pelos EUA e até na Europa atráz de Frank Jr., ou Barry Allen, ou John Conners, ou qualquer personagem que Abgnale criou para suprir sua falta de emoção.

Isso evidencia o grande trabalho da direção do longa, guiada pelo mestre do cinema Steven Spielberg, que mantém um ritmo rápido e envolvente à trama verídica, auxiliada pelo roteiro de Jeff Nathanson, uma adaptação da biografia escrita pelo próprio golpista, junto com Stan Redding, e pela deliciosa trilha sonora composta por John Williams, que remete lindamente aos filmes dos anos 60. O roteiro é primoroso, e dá chance para todo o elenco, dos protagonistas ao de apoio fazer um grande trabalho. Mesmo sendo uma trama policial com requintes de drama, continua um filme leve, alegre, onde você consegue umas risadas espalhadas e dá um delicioso sorriso de satisfação no final.



Nota: 8,5

Ficha técnica:


Direção: Steven Spielberg

Roteiro: Jeff Nathanson, baseado no livro de Frank Abagnale Jr. e Stan Redding

Elenco: Leonardo DiCaprio, Tom Hanks, Christopher Walken, Amy Adams.

Ano: 2002 - 141 min. - EUA - Comédia/Drama

Indicado ao Oscar®2003 de Melhor Ator Coadjuvante(Christopher Walken) e Melhor Trilha Sonora(John Williams)

Boas Vindas!

Olá! Sejam bem vindos! Meu nome é Renato e serei seu anfitrião naqueles momentos onde bate uma saudade de uma análise de uma grande(ou péssima) obra cinematográfica. Tentarei sempre escrever corretamente(mesmo sempre cometendo alguns pequenos erros aqui e ali), abordando aspectos importantes, como o roteiro, a direção, as atuações, mas nunca esquecendo que, poxa, sou um adolescente(14 anos, mais próximo dos 15) e adoro filmes de ação, comédia, terror, etc...

Espero que vocês gostem de meus textos, que faço de maneira totalmente autoral e pessoal. Divirtam-se!

Dois cafés e uma crítica, na minha conta, por favor!