Uma infinidade de personagens, nomes, lugares, criaturas, raças, reis, reinos, florestas, batalhas monstruosas. E a pior parte, uma grande base de fãs ao redor do mundo, que já entrariam na sala de cinema com dos livros e uma lanterna debaixo do braço, para anotar e apontar todos os erros e incongruências cometidas. Não existe tarefa mais difícil do que a enfrentada por Peter Jackson, quando o mesmo assumiu a direção da adaptação de um dos maiores e mais amados clássicos da literatura fantástica de todos os tempos. "O Senhor dos Anéis" foi, por muito tempo, considerado uma das obras literárias impossíveis de serem adaptadas para qualquer outra mídia. Prova disso foi uma série animada dos anos 80/90, que, na minha opinião, é um verdadeiro desastre. Atômico. Então a pressão acumulada por todos esses fatores criaram uma dúvida: Será que um diretor, recém-saído de uma série de (bons)filmes trash, pode aguentar esse monstro de expectativa e fazer um filme bom, à altura das maravilhosas obras de J.R.R. Tolkien?
E, para alívio geral da nação, a resposta foi um delicioso e sonoro: "SIM"! Peter Jackson não só conseguiu transportar os livros de uma maneira brilhante às telas como também criou clássicos icônicos do cinema moderno, sem comentar o último capítulo da cine-série, O Retorno do Rei, que conquistou nada menos que 11 Oscar®, rivalizando com Titanic, de James Cameron, como o maior ganhador de todas as premiações. Por onde começar a análise? Pelos erros, talvez. Mas, infelizmente, os únicos erros que consigo enxergar são de origem pessoal. Entendam, as únicas críticas construtivas que tenho sobre a primeira parte da trilogia é de escolhas duvidosas(ao ver dos fãs), como transformar Gimli, o Anão num alívio cômico desnecessário, ou transformar Legolas, o Elfo(que é, de fato, um guerreiro muito habilidoso) num verdadeiro Super-Homem. Mas tirando isso, que são puramente críticas pessoais minhas, ou de até outros fãs, não consigo encontrar nenhum defeito! Até as mudanças da história do livro, mesmo as mais bruscas, foram extremamente bem vidas(porque, pelo amor de Deus, quem aguenta Tom Bombadil?)! Chego ao limite de dizer que, na minha opinião, O Senhor dos Anéis funciona melhor no cinema do que nos livros! Já dá pra ver como será o resto do texto, né?
O poder do roteiro da direção são inéditos, pois mudaram muitas coisas na história original, mas que ao mesmo tempo agradou à crítica, ao público e aos fãs! Mas nenhum roteiro que se passa num mundo de fantasia funcionaria sem essas duas coisas essenciais: um elenco completo e efeitos especiais/direção de arte/maquiagem nunca antes vistos. Todos os personages estão assustadoramentes personificados pelos ótimos atores e atrizes do elenco. Nos livros, os personagens não são muito desenvolvidos. Pra falar a verdade, são porcamente desenvolvidos, porque era mais importante para Tolkien, a descrição dos cenários, criaturas, etc... No filme, tanto o roteiro quanto as atuações dão vida às personagens, deixando a esperiência muito mais agradável, doque apenas um desfile de personagens sem sal dizendo falas poéticas e efeitos especiais ótimos. E falando dos efeitos, ainda hoje não há como descrever a sensação de acreditar num Troll das Cavernas atacando os mocinhos dentro da tumba do anão Balin, ou o Balrog perseguindo os mesmo nas escadarias de Khazad-Dûm. Você simplesmente acredita naquilo tudo, você acredita nos cenários, nos monstros, nas criaturas, em tudo! Isso nunca aconteceu antes, e talvez só aconteceu uma vez depois, em Avatar.Você acredita na Terra-Média, nos personagens, magias, reinos, monstros... E o melhor, você acredita que alguém conseguiu adaptar O Senhor dos Anéis para o cinema.
Nota: 10
Direção: Peter Jackson
Roteiro: Fran Walsh, Peter Jackson, Philippa Boyens
Elenco: Viggo Mortensen, Sir. Ian McKellen, Hugo Weaving, Orlando Bloom, John Rys-Davies, Elijah Wood, Sean Astin
Ano: 2001 - 178 min. - EUA - Épico/Fantasia/Aventura
Vencedor dos Oscar® de Melhor Maquiagem, Melhor Fotografia, Melhores Efeitos Especiais & Melhor Trilha Sonora





Um deles é um ego maníaco ganhador de 5 Oscar® que está disposto a mudar a cor da própria pele por um de seus papéis. Mas na verdade, depois de ser Neil Armstong, um monge gay e um soldado afro-americano na guerra do Vietnam, ele não consegue mais ver quem é o verdadeiro Kirk Lazarus. Outro é um rapper que precisa evidenciar sua masculinidade de tal forma a criar uma música onde o tema seria seu grande amor por vaginas, mas no fundo, sabemos que quem grita ao mundo que gosta mesmo é de xota, é porque tem alguns segredos no armário. Um outro, um ator de comédias escatológicas que é mal visto por protagonizar uma série chamada "Os Peidões", afoga suas mágoas em heroína. Ainda temos outro, um jovem nerd que sonha ser ator para conquistar as mulheres, ou no American Way of Life, deixar de ser um Perdedor(Looser), algo extremamente repulsivo em seu país. E, para o final, temos um ator que já foi muito famoso e querido(e mimado), mas que agora encontra sua franquia de filmes de ação no sexto episódio, com péssimas críticas e sem confiança nenhuma se algum dia, voltará a ser "aquele" astro adorado por todos. E isso está perturbando bastante sua cabeça já confusa.
